Naturlink: "Já no Egipto, nos bem documentados banhos de Cleópatra, o sabão não tinha lugar. Nestes banhos rituais eram utilizados óleos essenciais, leite de égua e areia fina como agente abrasivo de limpeza. O sabão já era conhecido, mas continuava ligado ao tratamento de feridas e doenças de pele, sendo descrito como uma combinação de óleos animais e vegetais com sais alcalinos.
Na Grécia, o sabão também se encontrava fora dos hábitos de higiene dos seus habitantes. Os seus corpos eram limpos com blocos de barro, areia, pedra pomes e cinzas, sendo de seguida untados com óleo, cuja função seria arrastar todas as impurezas quando raspados com um instrumento de metal específico - o strigil. Para além da sujidade, este 'método' permitia remover gordura e células mortas, deixando a pele 'limpa'.
A prova definitiva e tangível da produção de sabão foi encontrada nos meandros da história de Roma. De acordo com uma antiga lenda romana, o sabão tem a sua origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais em pilhas crematórias. Quando chovia, a água arrastava uma mistura de sebo animal derretido com cinzas, para o barro das margens do Rio Tibre, onde as mulheres lavavam as suas roupas. Elas terão percebido que, ao usar esta mistura de barro, as roupas ficavam muito mais limpas, com um esforço muito menor. Talvez o termo 'saponificação' (a reacção química que origina o sabão) terá a sua origem no nome deste monte."
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