domingo, 28 de fevereiro de 2010
O que eu gosto desta música...
E dancá-la? Bem! Mesmo em restaurantes... aliás, tocam-na para eu dançar! E quando se esquecem...peço.
Trabalhos de casa
Será que eu sou feia?
Viajar.....
Estava eu aqui a pensar em postar uma coisa engraçada sobre viajar... para que percebam que estou mesmo, mas mesmo necessitada de o fazer! Londres? Nova York? O que fôr! Quando de repente leio uma "coisinha" do meu amigo Fernando Pessoa...
Para viajar basta existir!!!!!
Ok...não digo mais nada... mas eu queria ... hã? ... era de avião ... pronto.. calo-me.
Para viajar basta existir!!!!!
Ok...não digo mais nada... mas eu queria ... hã? ... era de avião ... pronto.. calo-me.
Concordo com ele...
Acho a maior graça .... Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal à minha saúde....
Prazer faz muito bem.
Dormir deixa-me a 0 km.
Viajar deixa-me tensa antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheia de idéias.
Discutir provoca-me arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago (mesmo!).
Telejornais... os médicos deveriam proibir - como doi!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Exercitamos o autocontrole e ainda acordamos no outro dia sem nos sentirmos arrependidos de nada.
Acordar de manhã arrependido do que se disse ou do que se fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas filas do fundo, não ter ninguém atrapalhando a nossa visão, nenhum telemóvel a tocar e o filme ser espectacular...bem!
Cinema é melhor para a saúde do que porcaria das pipocas!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Luis Fernando Verissimo (mudei umas palavrinhas ... desculpa lá)
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal à minha saúde....
Prazer faz muito bem.
Dormir deixa-me a 0 km.
Viajar deixa-me tensa antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheia de idéias.
Discutir provoca-me arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago (mesmo!).
Telejornais... os médicos deveriam proibir - como doi!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Exercitamos o autocontrole e ainda acordamos no outro dia sem nos sentirmos arrependidos de nada.
Acordar de manhã arrependido do que se disse ou do que se fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas filas do fundo, não ter ninguém atrapalhando a nossa visão, nenhum telemóvel a tocar e o filme ser espectacular...bem!
Cinema é melhor para a saúde do que porcaria das pipocas!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Luis Fernando Verissimo (mudei umas palavrinhas ... desculpa lá)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Dar para receber....
Estou com tédio? É verdade...
Estou sem inspiração? Também é verdade...
Mas ainda suficientemente lúcida para perceber que este poema, além de lindinho é um poço de verdade... ai é, é!
"Do Amor todos queremos
ás vezes dando tão pouco
não justifica o que fazemos
dizemos que o Amor é louco.
A vida vai ensinando
aquilo que nunca é esperado
se queres amor, vai dando
e Amor te será dado"
E mais nada!
Estou sem inspiração? Também é verdade...
Mas ainda suficientemente lúcida para perceber que este poema, além de lindinho é um poço de verdade... ai é, é!
"Do Amor todos queremos
ás vezes dando tão pouco
não justifica o que fazemos
dizemos que o Amor é louco.
A vida vai ensinando
aquilo que nunca é esperado
se queres amor, vai dando
e Amor te será dado"
E mais nada!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Tinham Saudades???
DEFICIENTES
Numa casa para deficientes, o professor ia a passar no refeitório quando o cozinheiro lhe pergunta:
- Quer uma torta, professor?
- Não, agora não, obrigado! Acabei de comer uma ceguinha!
CONFISSÃO
Vai um monge confessar-se e diz para o padre:
- Padre, fiz amor com uma preta num quarto escuro... É pecado?
- Não, meu filho. É muita pontaria!
NO DEPARTAMENTO DE IMIGRAÇÃO
- Sexo?
- Três vezes por semana.
- Não... eu quero dizer masculino ou feminino?
- Não importa.
ALFÂNDEGA
Joaquim chega ao aeroporto todo carregado de malas.
Quando já ia a embarcar, viu o seu amigo brasileiro, que era fiscal da alfândega. Este, gritou-lhe de longe:
- E aí, Joaquim? Tudo jóia?
- Tudo não! Metade é cocaína.
A JOVEM
Um camionista pára a sua viatura à beira da estrada e dá boleia a uma bela jovem. Depois de conversarem um pouco, ambos decidiram parar para comer qualquer coisa e acabam por ir para o quarto de um motel. Enquanto a jovem se despe, o homem pergunta-lhe:
- Diz-me lá: que idade é que tens?
- Treze.
- …Por amor de Deus! Veste-te imediatamente e vai-te embora daqui!
- Olha..., outro supersticioso!
A OVELHA E O CARNEIRO
Diz a ovelha para o carneiro:
- Tens tão pouca lã...
E diz ele:
- Então, mas viemos para aqui para dar uma queca, ou para fazer tricô?!
COMO UM TOURO
Uma mulher, toda boazona, vai ao médico:
- Sr.Doutor : queria que fizesse algo pelo meu marido... Algo que o fizesse ficar como um touro!
- Muito bem, senhora, Dispa-se, que vamos começar pelos cornos!
AO TELEFONE
- Alô! A minha sogra quer atirar-se pela janela!
- Enganou-se no número... aqui é duma carpintaria!
- Eu sei,.. mas é que a janela não abre!
Numa casa para deficientes, o professor ia a passar no refeitório quando o cozinheiro lhe pergunta:
- Quer uma torta, professor?
- Não, agora não, obrigado! Acabei de comer uma ceguinha!
CONFISSÃO
Vai um monge confessar-se e diz para o padre:
- Padre, fiz amor com uma preta num quarto escuro... É pecado?
- Não, meu filho. É muita pontaria!
NO DEPARTAMENTO DE IMIGRAÇÃO
- Sexo?
- Três vezes por semana.
- Não... eu quero dizer masculino ou feminino?
- Não importa.
ALFÂNDEGA
Joaquim chega ao aeroporto todo carregado de malas.
Quando já ia a embarcar, viu o seu amigo brasileiro, que era fiscal da alfândega. Este, gritou-lhe de longe:
- E aí, Joaquim? Tudo jóia?
- Tudo não! Metade é cocaína.
A JOVEM
Um camionista pára a sua viatura à beira da estrada e dá boleia a uma bela jovem. Depois de conversarem um pouco, ambos decidiram parar para comer qualquer coisa e acabam por ir para o quarto de um motel. Enquanto a jovem se despe, o homem pergunta-lhe:
- Diz-me lá: que idade é que tens?
- Treze.
- …Por amor de Deus! Veste-te imediatamente e vai-te embora daqui!
- Olha..., outro supersticioso!
A OVELHA E O CARNEIRO
Diz a ovelha para o carneiro:
- Tens tão pouca lã...
E diz ele:
- Então, mas viemos para aqui para dar uma queca, ou para fazer tricô?!
COMO UM TOURO
Uma mulher, toda boazona, vai ao médico:
- Sr.Doutor : queria que fizesse algo pelo meu marido... Algo que o fizesse ficar como um touro!
- Muito bem, senhora, Dispa-se, que vamos começar pelos cornos!
AO TELEFONE
- Alô! A minha sogra quer atirar-se pela janela!
- Enganou-se no número... aqui é duma carpintaria!
- Eu sei,.. mas é que a janela não abre!
A letra
O VIDEO QUE FOI CENSURADO!!!!!!!!!!
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
O povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar Mais força para lutar Conseguir
encontrar mais força para lutar Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a f_ _ _ r
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
Norberto Coelho
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
O povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar Mais força para lutar Conseguir
encontrar mais força para lutar Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a f_ _ _ r
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
Norberto Coelho
sábado, 13 de fevereiro de 2010
INVICTUS
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
Vão ver o filme...é lindo.
Poema que o Nelson Mandela lia no cubículo que era a prisão onde esteve 30 anos!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A ultima crónica (Mário Cespo)
O palhaço
00h30m
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
00h30m
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.




