domingo, 6 de junho de 2010
Assertividade.....
Ao meu Amigo João.....
Uma pessoa tenta evoluir e ler poemas com significado...pensados...está deprimida!!!!
Pronto, aqui vão uns mais "levezinhos"...
Atirê um limão rolando...
À tua porta parou...
Depois fiquei pensado...
Será que o gajo se cansou???
À entrada da tua porta plantê
Um raminho de hortelã!
O qué qui achas desta quadra
Hãããã???
Subi a um êcaliptre com o tê retrato na mão
Desencaliptrê-me lá de cima
Malhê c'os cornos no chão!!!
Perdi a minha caneta
Lá prós lados da várzea
Se lá fores e a vires....
"Trázea!."
Da minha casa à tua
vai uma granda distância
vê lá nã escoregues numa
casca de melância...
Ai ai ai ... ao que me obrigas!
Pronto, aqui vão uns mais "levezinhos"...
Atirê um limão rolando...
À tua porta parou...
Depois fiquei pensado...
Será que o gajo se cansou???
À entrada da tua porta plantê
Um raminho de hortelã!
O qué qui achas desta quadra
Hãããã???
Subi a um êcaliptre com o tê retrato na mão
Desencaliptrê-me lá de cima
Malhê c'os cornos no chão!!!
Perdi a minha caneta
Lá prós lados da várzea
Se lá fores e a vires....
"Trázea!."
Da minha casa à tua
vai uma granda distância
vê lá nã escoregues numa
casca de melância...
Ai ai ai ... ao que me obrigas!
Poema
A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
Sofhia de Mello Breyner Andresen
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
Sofhia de Mello Breyner Andresen


